O prefeito Pedro Wosgrau Filho reuniu-se nesta quinta-feira com diretores dos Correios para discutir as formas de implantação do programa “Remédio em Casa”, que vai garantir a entrega a domicílio, na periodicidade estabelecida pelos médicos, de medicamentos de uso controlado a diabéticos e hipertensos. Além de Wosgrau, participaram da reunião também técnicos dos Correios, tendo à frente o diretor-geral da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Paraná, Itamar Ribeiro.
A partir de agora, com as primeiras avaliações positivas, cronograma e formas de implantação começam a ser discutidos pelas equipes técnicas dos dois lados, com vistas à deliberação sobre um eventual convênio entre o município e os Correios.
A experiência dos Correios com o programa já foi comprovada e aprovada: o “Remédio em Casa” já funciona em São Paulo onde tem, segundo pesquisa do Ibope, 99% de aprovação dos usuários. “As perspectivas desse formato são bastante animadoras”, avaliou o prefeito Wosgrau, logo após a reunião com Ribeiro e os técnicos dos Correios.
Entre os levantamentos preliminares estão a análise do público-alvo (em princípio hipertensos e diabéticos) e as formas de gestão dos estoques.
VANTAGENS
Para os usuários, as vantagens do “Remédio em Casa” são bastante grandes: além da comodidade de receber o medicamento a domicílio, sem a necessidade de ir a um posto de saúde ou uma das farmácias públicas, eles terão também agendamento automático das consultas de retorno, segurança na entrega (prazo e quantidades especificados) e ainda uma sensível redução no número de deslocamentos dos pacientes às unidades de saúde para receber seu remédio.
Para a administração, a implantação desse programa resultará, de imediato, no aumento da oferta de consultas médicas, em função do maior controle e também da redução das consultas efetivadas apenas para, por exemplo, fornecimento de receitas.
Há também vantagens logísticas como unificação na gestão do estoque, com reposição programada, reduzindo perdas e desperdícios. O custo do processo, em virtude do formato atualmente em discussão, também seria bastante reduzido, em relação ao custo atual de aquisição, prescrição, transporte, fornecimento, reposição, etc.
“Para nós, o mais importante é que o cidadão que precisa de remédios de uso continuado vai ter esse medicamento em sua casa, dentro do prazo estabelecido pelo médico, e com isso há menos abandono de tratamento, menor ocupação de leitos em hospitais”, explica Wosgrau. Para o prefeito, há também uma perspectiva de redução na mortalidade dos pacientes hipertensos e diabéticos, por conta da manutenção do tratamento apropriado: “medicamento apropriado, no prazo certo, pelo tempo que for necessário e com segurança. É isso que estamos buscando, com esse programa”.
Publicado por
Edgar Hampf