A pesar de o índice brasileiro de mortalidade materna ser considerado alto - 74,6 mortes a cada 100 mil nascidos vivos - Ponta Grossa é destaque no trabalho de assistência a mães e apresenta índices melhores que a média nacional. Dados de 2007 mostram que 24,08 mães faleceram a cada 100 mil crianças nascidas vivas na cidade, apresentando diferença de 68% com a média brasileira.
Segundo o coordenador de saúde preventiva da Secretaria Municipal de Saúde, o pediatra Alberto Calvet Neto, “o bom desempenho de Ponta Grossa se deve ao implemento de grande trabalho de atenção às mães, através do acompanhamento pré-natal, planejamento familiar e melhor qualidade no atendimento das maternidades”.
Além de possuir índice de mortalidade materna menor que o nacional, Ponta Grossa ainda apresenta uma queda representativa nos números dos últimos anos. Em 2000, ocorreram 79,37 mortes maternas a cada 100 mil nascimentos. Em 2005 foram 73,83 mortes e em 2007, pouco mais de 24 mortes, ou seja, em dois anos a queda foi de quase 33%.
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a morte materna é todo falecimento causado por problemas relacionados à gravidez ou ao parto ocorrido até 42 dias depois. A OMS considera aceitável o índice de 20 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos. Entre 20 e 49 mortes, o índice é considerado médio e entre 50 e 149 mortes, alto.
A redução da mortalidade materna é um dos pontos estabelecidos nas Metas do Milênio, acertadas pelos países na Organização das Nações Unidas.
Publicado por
Edgar Hampf